domingo, 8 de julho de 2012

Por que comida viva?

         
 As pessoas andam me estranhando. Não é pra menos: eu tenho 1,70 de altura, peso 94 kg (3 a menos do que há 15 dias atrás) e consequentemente consumidora voraz de pizzas, bolos, massas, doces e chocolates. Daí, "de repente" eu começo a tomar suco da luz e falar dos benefícios da comida vegana (vegetariana e defensora dos animais). Alguns querem me internar (rs), outros querem me escutar e tentar me entender e muitos não acreditam que eu vou levar isso adiante por muito tempo.

             É para todos esses que estou criando este blog: para compartilhar minhas vitórias e derrotas neste caminho que acredito ser o certo para mim e para uma família sustentável. É família sustentável mesmo! Todo mundo fala em responsabilidade dos governos, da falácia que foi a Rio + 20, mas ninguém, absolutamente ninguém, fala do seu próprio papel de beija-flor (aquele que faz a sua parte para apagar o incêndio, sabe?)


            Pois é deste papel que vou falar aqui também, pois a alimentação vegana não só traz muita saúde ao corpo, mas também ao planeta, pois, ao pararmos de comprar comida industrializada ou pedida pelo telefone, produzimos menos lixo, pois não temos todas aquelas caixinhas e saquinho para jogar fora todos os dias; quando consumimos alimentos orgânicos estamos deixando de consumir alimentos cheios de agrotóxicos bom para o nosso organismo, bom para o planeta que se vê um pouco mais livre do veneno jogado nele. Quando deixamos de comer 1kg de carne, estamos: 
1. Salvando 10.000 m2 de floresta abatida;
2. economizando 15.000 litros de água potável; (o mesmo volume de vegetais consome 5.000 litros)
3. 48.000w/h de energia. (o mesmo volume de vegetais consome 3.300 w/h)
Sem contar os benefícios à saúde pois a carne consumida nos dias de hoje é cheia de antibióticos e corticoides dados aos animais preventivamente, acreditem, o que nos ajuda a ter alguns problemas como resistência à medicamentos.

            Já perceberam que está sendo muito mais do que mudar minha alimentação, né? Estou mudando meu estilo de vida e levando minha família junto.

            Ah, não esperem me encontrar na rua de rasteirinha e saia até os pés empalmando o paz e amor, por mais que eu queira isso (rs), estou começando um longo processo, ainda estou no primeiro passo que é trocar o café da manhã, então aqui em casa ainda tem caixinhas e carne congeladas na geladeira, ainda pedimos comida pelo telefone e ainda achamos o gosto do cracker de linhaça estranho (rs). Toda mudança leva tempo e como diz meu sábio marido:  a natureza não dá saltos!

            Tanto não dá saltos que venho pensando em mudar há 3 anos, desde que Benedito nasceu. Comecei por trocar a maioria dos alimentos comprados por orgânicos, até as carnes, mas só agora consegui colocar em prática alguma coisa do meu desejo: fazer meu próprio alimento. Depois que esta fase estiver totalmente imPLANTADA,  gostaria de produzi-lo.

            Acredito mesmo que a salvação da humanidade é voltarmos as origens: uma agricultura de subsistência, redes familiares de troca de alimentos e muito pé na terra, nossas crianças precisam disso! É triste ver as crianças quando acham um pedacinho de grama disputando quem vai pisar nela, já viram esta cena? Correm todos para lá. Se quisermos que nossos filhos e netos tenham futuro só existe este caminho, a meu ver! É um trabalho de beija-flor mesmo: cada um mudar a sua própria família, pra uma família sustentável.

Então esperem deste blog receitas, pensamentos, desilusões, desastres e bem aventuranças!





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